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Free Walking Tours 2018
Quinta, Janeiro 3, 2019

Cascais abriu as portas às Free Walking Tour!


Os alunos da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril levaram  os visitantes a conhecer  Cascais!

Foram realizadas 13 Free Walking Tours para 83 visitantes  de nacionalidade Portuguesa, Brasileira, Britânica, Alemã e Quirguistanesa. Os idiomas das free Walkin Tours que foram realizadas foram português, inglês e francês!


O percurso começava no  Posto de Turismo -Cascais Vistor Center e alguns dos pontos por onde puderam passar foram: 


Marégrafo de Cascais: O Marégrafo de Cascais data de finais do século XIX e foi um dos primeiros observatórios europeus dedicado ao estudo das correntes e marés.
O sistema foi construído em 1877 por A. Borrel, em Paris, e encontra-se ainda em pleno funcionamento.
Ligado ao laboratório oceanográfico do rei D. Carlos I, o primeiro Marégrafo de Cascais foi instalado em 1882 na rocha da parte Este da fortaleza sobre a baía de Cascais, tendo mudado para o sítio atual (deslocação de cerca de 30 metros) em 23 de agosto de 1900.
A longevidade e qualidade de dados do Marégrafo de Cascais permitem avaliar o movimento vertical relativo das massas oceânicas e continentais nesta zona costeira que em Cascais se traduzem numa subida do nível médio do mar de cerca de 15 cm desde o início do seu funcionamento, com óbvias implicações nas análises de impacto ambiental nas zonas costeiras.
Na sequência de um protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal de Cascais e o Instituto Português Geográfico, a 21 de dezembro de 2005, com vista à colaboração na conservação, divulgação e animação desta peça patrimonial, o Marégrafo de Cascais pode ser visitado mediante marcação prévia.

Cidadela: Cinquenta anos depois de ter sido desativado, o Palácio da Cidadela de Cascais, tutelado pela Presidência da República, abriu ao público a 23 de novembro de 2011, após uma empreitada de reabilitação a cargo do arquiteto Pedro Vaz.
Em 1870, numa altura em que Cascais perdera já a sua importância estratégica na defesa da costa de Lisboa, D. Luís, (reinado: 1861-1889), adaptou a antiga casa do governador da Cidadela a residência de férias, libertando-a da sua função militar.
Até ao regicídio de D. Carlos (r. 1889-1908), a família real passava anualmente os meses de setembro e outubro em Cascais, transformando por completo o quotidiano da vila. A presença do monarca atraiu não apenas a corte mas também figuras do meio intelectual e literário como o grupo Vencidos da Vida, do qual faziam parte, entre outros, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão.
Em 1882 foi construído, junto ao passeio Príncipe Real D. Luís Filipe – assim denominado desde 1896 – o primeiro marégrafo português. A partir de 1896, D. Carlos dedicou-se ao estudo dos oceanos, através de campanhas oceanográficas no iate Amélia, tendo instalado na Cidadela o primeiro laboratório de biologia marítima português.
Com a proclamação da República, em 1910, o Palácio passou a depender da Presidência, tendo sido utilizado por diversos Chefes de Estado, designadamente pelo Marechal António Óscar de Fragoso Carmona (1928-1951) e o Marechal Francisco Higino Craveiro Lopes (1951-1958).

Museu Condes de Castro Guimarães : Localizado no interior do Parque Marechal Carmona, o Museu Condes de Castro Guimarães é o mais antigo espaço museológico do concelho.
A Torre de S. Sebastião, atual Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, data do início do século XX e foi edificada por iniciativa do aristocrata Jorge O'Neil. Obra notável da arquitetura romântica, a Torre de S. Sebastião fascina pela mistura de estilos e por um envolvente misticismo que faz imaginar histórias de outros tempos.
Em 1910, o palácio foi vendido aos Condes de Castro Guimarães que, após procederem a algumas alterações, passaram a habitá-lo grande parte do ano. O bom gosto do casal refletiu-se na aquisição de peças de arte e mobiliário representativos de várias épocas, assim como o seu interesse pela cultura se fez sentir na compra de dois dos elementos mais significativos do acervo do atual museu: um órgão neo-gótico, construído de encomenda para o Conde e a valiosa Crónica de D. Afonso Henriques, de Duarte Galvão.
Quando faleceu, em 1927, o Conde deixou, em testamento, a casa e propriedade ao Município de Cascais, para que nelas fosse constituída uma Casa-Museu e Jardim Público. O Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães foi oficialmente inaugurado a 12 de julho de 1931, tendo sido durante largos anos o único existente no concelho de Cascais.
O Serviço Educativo do Museu Condes de Castro Guimarães existe desde 1964, altura em que se iniciaram as visitas guiadas para grupos escolares e as oficinas de artes plásticas. 

As visitas eram gratuitas e  levaram os visitantes  a todos os lugares históricos e mágicos na vila, permitindo  aprender a história e as curiosidades por trás deste lugar, durante uma hora e meia!


*Todas as Walking Tours foram acompanhadas por um(a) estudante com formação académica na área de Informação Turística. Não são guiais oficiais e o ponto de encontro é o Posto de Turismo -Cascais Vistor Center, situado na praça em frente à baía de Cascais.
 


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