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Palácio da Cidadela de Cascais

Cinquenta anos depois de ter sido desativado, o Palácio da Cidadela de Cascais, tutelado pela Presidência da República, abriu ao público a 23 de novembro de 2011, após uma empreitada de reabilitação a cargo do arquiteto Pedro Vaz.

Em 1870, numa altura em que Cascais perdera já a sua importância estratégica na defesa da costa de Lisboa, D. Luís, (reinado: 1861-1889), adaptou a antiga casa do governador da Cidadela a residência de férias, libertando-a da sua função militar.

Até ao regicídio de D. Carlos (reinado: 1889-1908), a família real passava anualmente os meses de setembro e outubro em Cascais, transformando por completo o quotidiano da vila. A presença do monarca atraiu não apenas a corte mas também figuras do meio intelectual e literário como o grupo Vencidos da Vida, do qual faziam parte, entre outros, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão.

Em 1882 foi construído, junto ao passeio Príncipe Real D. Luís Filipe – assim denominado desde 1896 – o primeiro marégrafo português. A partir de 1896, D. Carlos dedicou-se ao estudo dos oceanos, através de campanhas oceanográficas no iate Amélia, tendo instalado na Cidadela o primeiro laboratório de biologia marítima português.

Com a proclamação da República, em 1910, o Palácio passou a depender da Presidência, tendo sido utilizado por diversos Chefes de Estado, designadamente pelo Marechal António Óscar de Fragoso Carmona (1928-1951) e o Marechal Francisco Higino Craveiro Lopes (1951-1958).

Ao longo dos anos o edifício foi sofrendo a natural degradação da passagem do tempo, até deixar de reunir as condições mínimas para a sua utilização. Deste modo, e na sequência do protocolo de cedência da Cidadela de Cascais ao Município de Cascais em 2004, deu-se também início, em conjunto com a Presidência da República, ao processo de reabilitação do palácio.

Com a sua abertura ao público e recuperação da função de residência de verão do Presidente da República, Cascais passou a contar com mais um espaço cultural de referência, no qual se espera apresentar uma programação regular de visitas guiadas e exposições temporárias e iniciativas como conferências, seminários e lançamentos de livros. A médio prazo, a Presidência da República conta proceder à instalação de um polo museológico.


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